Eloy Fonseca

Há sempre algo de ausente que me atormenta. (CamilleClaudel)

Textos

Procura

Mãos que tateiam no escuro.
Olhos que buscam na luz.
Integrado aos dons de Epicuro,
Ou abraçado ao lenho da Cruz.

Fiz minha busca vida à fora,
Na esperança de vivê-la um dia,
Ajoelhado aos pés de senhoras,
Ou meditando às barras de sacristias.

Reguei de amor meus rebentos,
Calcinei em ódio meus lamentos.
No coração, estreito ainda esta fé.

Não a pregada por Buda ou Yavé,
Mas esta, de quem na vida é capaz,
De encontrar pequenos momentos de paz!
Eloy Fonseca
Enviado por Eloy Fonseca em 22/10/2008
Copyright © 2008. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.


Comentários

Tela de Claude Monet
Site do Escritor criado por Recanto das Letras